Seu pensamento
Desfilou elegância e autenticidade através de um magnífico cenário marítimo assinado por Hélio Eichbauer, figurinos de Gilda Midani e uma fantástica iluminação de Coletivo Maré, com surreais néons e coloridos para os olhos de 1.500 pessoas.
O show é homônimo do cd Maré, seu oitavo disco e o segundo da trilogia, que o coloca na situação de liberdade de dialogar com vários estilos de composições e de autores. Um cd intermediário, segundo a própria artista.
Fui feliz ao ver o “Maré” e sou feliz quando Calcanhoto usa “Esquadros” para esquartejar as minhas obviedades. Que o mar venha de volta e mais uma vez!
O show é homônimo do cd Maré, seu oitavo disco e o segundo da trilogia, que o coloca na situação de liberdade de dialogar com vários estilos de composições e de autores. Um cd intermediário, segundo a própria artista.
Fui feliz ao ver o “Maré” e sou feliz quando Calcanhoto usa “Esquadros” para esquartejar as minhas obviedades. Que o mar venha de volta e mais uma vez!
Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida KahloCores!
Passeio pelo escuro
Eu presto muita atenção
No que meu irmão ouve
E como uma segunda pele
Um calo, uma casca
Uma cápsula protetora
Ah, Eu quero chegar antes prá sinalizar o estar de cada coisa
Filtrar seus graus.
Eu ando pelo mundo divertindo gente, chorando ao telefone
E vendo doer a fome nos meninos que têm fome.
Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle.
Eu ando pelo mundo
E os automóveis correm
Para quê?
As crianças correm
Para onde?
Transito entre dois lados
De um lado eu gosto de opostos
Exponho o meu modo
Me mostro
Eu canto para quem?
Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle.
Eu ando pelo mundo
E meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço
Meu amor cadê você?
Eu acordei
Não tem ninguém ao lado.
Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janelaQuem é ela?
Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle.
(Composicão de Adriana Calcanhoto, cd Público, ano 1999)
(Composicão de Adriana Calcanhoto, cd Público, ano 1999)
4 comentários:
Su, graças aos deuses as obviedades nos alimentam, embora de óbvia Adriana não tenha nada, né? São pelos sentimentos que nos unem a todos (mais uma obviedade) que as palavras de Cazuza, cantadas pelo vibrante agudo dessa linda e enviesada mulher não me saem da cabeça, dos ouvidos, dos sentidos: Olha bem na minha cara e confessa que gostou do papo bom, do meu jeito são, do meu sarro, do meu som, dos meus toques pra você mudar... MARAVILHOSO!!! Beijos Fa
Fafazinha,
desde a primeira vez que eu ouvi esta música, também fiquei impactada. Diz algo de direto, de frontal, de imperativo. E por isso, é uma música forte! E mais, é um convite a auto-estima feminina.
Acho que toda mulher deveria ouvir esta música de Cazuza, repetidamente e...repetidamente, como uma reza!
Meninaaaa...vou correndo pro soul sista...até que enfim, né? Tava curiosíssima!
Já vi, só pelo título, que tem style e é na primeira pessoa do singular!Massa.
Beijão
Su,
Obrigado pela visita,viu? saudades. Amei seus comentários sobre Adriana. Você faz poemas!!!Beijos.
Amigo Marlon, voce é que é poeta! Quantas vezes preciso dizer-lhe isso? (hahaha). Visitar-lhe através do seu blog é sempre uma "viagem". Nestes tempos de isolamento que a escrita nos obriga, e que voce sabe por que já passou, aquela postagem de foto, sorrisos e letra de Assis Valente no seu blog me matou de saudades de todo mundo, de voce e da galera "sangue-bom" do CEAO.
Beijos e passe sempre por aqui
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